Notícias e Palavras

 

 

Faz de conta                                                                                                                                            19/04/2012

Neste país do faz de conta, assistimos ao arrastar de soluções contraditórias, tudo é do faz de conta… proibição de fumar em veículos que transportem crianças… e nas habitações onde estão crianças, o fumo será diferente? E uma mulher grávida não seria também de se proibir que fumasse? E as maternidades que irão fechar? E o abono de família cortado? Os centros de saúde que fecham por meros interesses… Tudo prejudica entre gargalhadas de abutres…

Afinal o que é que prejudica as crianças neste país do faz de conta, que adormece à hora do telejornal entre desgraças e cortes?

O que fica para a história, são as medidas tomadas por cada governo, por cada ministro. Compreendo que tenham de mostrar serviço, pois daqui a uns anos, alguém se vai lembrar, que foi o tal ministro, que implementou a tal medida, nem que seja ela caricata, no país do faz de conta.

Já nem sei o que pensar                                                                                                                        28/02/2012

Nesta manhã, esta foi a primeira noticia que ouvi:

O laboratório suíço lembra que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) acumulam até ao momento dívidas "superiores a 135 milhões de euros” - a que somam juros de mora de seis milhões - e um atraso médio no pagamento superior a 420 dias.

Mas que exemplo dá o nosso governo com estes atrasos? Apenas nós teremos de cumprir e aguentar cortes e austeridade?

"O SNS encontrará soluções alternativas, inclusivamente junto de outros fornecedores", lamentou o Ministério da Saúde, lembrando que, "durante anos, a Roche beneficiou de centenas de milhões de euros de proveitos do SNS, pelo que esta decisão é uma atitude reprovável de um parceiro, ainda mais numa altura em que o país se encontra em situação de grande endividamento e num esforço histórico para ultrapassar a crise financeira".

Se bem entendi, vão agora endividar/enterrar outro fornecedor de medicamentos? Mas andará tudo a dormir?

Há duas semanas, a 6 de Fevereiro, a Roche informou “formalmente o Ministério da Saúde, Infarmed e Conselhos de Administração dos referidos hospitais que, embora compreendendo as dificuldades inerentes à atual conjuntura económica e financeira, a nova política comercial seria impreterivelmente implementada [a partir desta segunda-feira para] garantir a sustentabilidade económica da empresa em Portugal”. Roche Farmacêutica interrompe vendas a crédito a 23 hospitais públicos com dívidas há mais de 500 dias; a venda de medicamentos a estas entidades apenas se fará de ora em diante a pronto pagamento

Uma tomada de posição que demorou. De louvar a paciência deste fornecedor Suíço.

Um simples desabafo no final de mais um dia                                                                                                16/02/2012

Hoje ouvi no telejornal o seguinte: a média de ordenados na Alemanha, ronda os 3000 euros mês e, de imediato pergunto: que raio de país é o nosso? Na Alemanha, paga-se em média 85 euros num infantário. E volta a mesma pergunta: Mas que país é este? Na Alemanha, as casas para venda, são mais baratas do que em Portugal. E pergunto quase a chegar à exaustão: Mas que raio de país e gestão é a nossa? Somos 10 milhões, onde estará a solução? Porque será que um grupo de adeptos de futebol e, porque o seu clube perdeu, vai fazer uma “revolução” para o aeroporto, vai fazer-se ouvir… e isso não acontece nos roubos diários na nossa carteira, no nosso emprego… será que o futebol paga as nossas contas e enche-nos a barriga? Um simples desabafo no final de mais um dia, quando passam vinte cinco minutos da meia noite. Boa noite.

Mais um filme mudo                                                                                                                                                                                  31/01/2012

                                                                       E visto muito patrão, estar a “encher-se” à custa dos funcionários, da dita crise que agora é desculpa para tudo, seria interessante, o governo criar uma entidade reguladora de postos de trabalho e suas funções. Seria uma maneira de criar postos de trabalho.

Tenho amigos a ganhar o ordenado mínimo, que entram às 7.30h e despegam às 22.30h. À hora de almoço comem 2 sandes porque o tempo não estica. Ter um ordenado no final do mês, é a desculpa para tudo e, onde tudo se aceita.

Um dia destes, entro num táxi e digo: leve-me a tal sitio (20 km) mas só lhe dou 1 euro. É o que se esta a passar com a mão de obra nacional.

Novo livro                                                                                                                                                    04/01/2012

"Do outro lado deste estranho momento"

Este novo livro publicado em Janeiro de 2012, conta histórias de todos nós, todos aqueles que vivem na profundidade de um simples momento, por entre palavras que se cruzam no infinito, chegando até nós, em toques de noites tripartidas pela saudade. Noites de escrita que passam a fronteira, passando até ao outro lado…

Foram corridos quatro anos para concluir este livro, concluído pela vontade de espalhar as notas musicais, que a poesia permite.

Do outro lado deste estranho momento, é uma selecção de poemas que roçam o doce do amor, enfeitado por conversas que duram, até ser dia...

Além dos poemas e das fotografias, arrisquei pela primeira vez, um conto: “Viu as trevas do alto de um monte de lâminas” um conto aterrador a fechar o livro, bem capaz de tirar o sono a muito boa gente.

"Do outro lado deste estranho momento" vai ver a luz do dia a 9 de Janeiro de 2012.

Alimento-me disto e daquilo, aponto o dedo, toco nas feridas...                                                                     30/072011

                                                                                                    No final dos anos 70, o vocalista dos Sex pistolos disse isto: O que nós queremos, é ser provocados, criticados, que falem de nós… quando nos ignorarem, já estaremos em muito mau estado. Esta ideia, tem preenchido, as horas que passo acordado.

Desde telefonemas anónimos, sms, e-mails, ameaças de morte… de tudo um pouco eu já recebi. Seres que se refugiam atrás de um anonimato, olhando o monitor, bem sentados numa cadeira e, assim são super heróis, que esperam uma medalha. Falta a coragem de dar a cara, ficam apenas as palavras anónimas. É mais fácil assim e convém que assim seja.

Uma ferida aberta, desinfectada com o mais puro álcool… temperada… de peito aberto... olhando... chamando... ver, mesmo sem ver.

A parte melhor da minha vida, foi passada entre a provocação e o risco, tantas vezes calculado ou talvez não. O conflito de ideias que surge e se manifesta. Será que as palavras certas incomodam assim tanto? Pela postura, pelo desafio… pelas palavras que se soltam numa direcção, provocando a frustração de quem foi ultrapassado, de quem queria ser mas não o é. Há quem se veja a ficar para trás, ficando na estação a ver o comboio a passar, enquanto por tantas vezes, eu vou dentro dele.

Hoje                                                                                                                                                                                                                                28/07/2011

Um famoso  conferencista, na sessão de abertura dum seminário e perante uma assistência de 200 pessoas, inicia a sua comunicação mostrando uma nota de € 500,00 novinha.

Pergunta à assistência :

"Quem quiser esta nota de € 500,00, levante o braço"

Unanimidade na sala, todos ergueram o braço...

Então disse:

" Esta nota será de um de vocês esta noite, mas antes de a entregar ao feliz contemplado, deixem-me fazer isto..."

Então, amassou a nota nas mãos. E perguntou outra vez: "Alguém ainda quer esta nota?" Todos levantaram novamente o braço...

E continuou:

"E se eu fizer isto ?..."Atirou a nota ao chão e pisou-a vigorosamente. Depois, apanhou a nota do chão, suja e amassada e perguntou: "E agora?... "Alguém ainda vai querer esta nota de € 500,00"? Todas os braços se voltaram a levantar.

O conferencista voltou-se para a plateia e disse que este intróito merecia uma explicação: "Não importa o que eu faça com esta nota, vocês continuarão a querer este dinheiro, porque a nota não perde o seu valor.

Esta situação também acontece connosco... Muitas vezes nas nossas vidas somos amassados, pisados e ficamo-nos a sentir diminuídos e sem importância.

Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa !...

Nada disso altera a importância que temos!... O valor das nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas, pelo que fizemos e sabemos"!

Agora, reflictam e procurem na vossa memória:

1 – O nome das 5 pessoas mais ricas do mundo.                                                                                                    2 – O nome das 5 últimas vencedoras do concurso Miss Universo.                                                                          3 – O nome de 10 vencedores do prémio Nobel.                                                                                                     4 – O nome dos 5 últimos vencedores do Óscar para o melhor actor.

Então? Difícil, não?... Não se lembram???... Não se preocupem. Nenhum de nós se lembrará dos melhores de ontem.

Os aplausos valem no momento! Os troféus enchem-se de pó! Os laureados são esquecidos!

Agora, façam o seguinte :

1 – O nome de 3 professores que contribuíram para a vossa formação.                                                                     2 – O nome de 3 amigos que já vos ajudaram em momentos difíceis.                                                                       3 - Pensem em algumas pessoas que já vos fizeram sentir "alguém especial".                                                         4 – O nome de 5 pessoas que compartilham do teu tempo.

E agora? A coisa já está a melhorar, não é verdade?

As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, as que têm mais dinheiro, ou as que obtiveram os melhores prémios...

São aquelas que se preocupam connosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.

Reflictam um momento... A vida é muito curta!... Tu, em que lista estás?...

Não sabes?...Deixa que te dê uma ajuda... Não estás entre os famosos, mas estás entre aqueles de quem eu me lembro com carinho, para mandar esta mensagem!

No meu quarto                                                                                                                                                                                             1/07/2011

A terra a tremer                                                                                                                                                    o céu a trovejar                                                                                                                                                    e quando as chuvas caírem                                                                                                                            estarei o meu quarto

o país a discutir                                                                                                                                                    o estado a ma$$ificar                                                                                                                                           e quando todos partirem                                                                                                                                         estarei no meu quarto

no meu espaço                                                                                                                                            fortificado                                                                                                                                                    ninguém vai entrar                                                                                                                                               fico só                                                                                                                                                        desligado                                                                                                                                                            a ver de lado o mundo a girar

e ao viver aqui                                                                                                                                                        à sorte me entreguei                                                                                                                                         que o mundo lá fora                                                                                                                                             oh! Fiquei desolado

fico só                                                                                                                                                            abraçado                                                                                                                                                                a ver de lado o mundo a girar

no meu quarto fico longe                                                                                                                                        no meu quarto estou tão perto                                                                                                                                no meu quarto apago a luz                                                                                                                                pela sombra viajo no deserto.

Uma canção de 1990, originalmente editada no álbum dos Delfins "Desalinhados", escrita pelo Miguel Ângelo e o Fernando Cunha, voz e guitarra respectivamente. Uma canção incrivelmente actualizada, quando se passaram apenas 21 anos da escrita da mesma. Em Portugal será uma situação normal.

Ana Moura a voz do fado                                                                                                                   10/04/2011 

                                                                        Mas porque é que agente não se encontra?
no largo da Bica fui te procurar
campo de Cebolas e eu sei te encontrar
eu fui mesmo até à casa de fado
mas tu não estavas em nenhum lado

mas porque é que agente não se encontra?

mas porque é que agente não se encontra?
já estou sem saber o que hei de fazer
se seguir em frente, ai madre de Deus
se voltar a trás, ai Chiados meus
e o rio diz: que tarde infeliz

mas porque é que agente não se encontra?

mas porque é que agente não se encontra?
já estou farta disto, farta de verdade
vou beber a bica, sentar e pensar
ver se esta saudade, ai fica ou não fica
e talvez sem quer, não querem lá ver
sem te procurar te veja passar

sem te procurar te veja passar

Autor: Amélia Muge

O povo do mundo                                                                                                                                                                                        02/04/2011 

Se há pretos e há brancos                                                                                                                                    e misturas de castanhos                                                                                                                                        foi a tinta do pintor                                                                                                                                            que escolheu os seus desenhos

somos o povo mundo                                                                                                                                            as cores do povo do mundo                                                                                                                                aqui                                                                                                                                                                    o povo do mundo

foi à mesa do Sr.                                                                                                                                                   e o barro se fez homem                                                                                                                                        se é essa a tua cor                                                                                                                                            ama a cor de cada homem

se há homens a orar                                                                                                                                             e o ódio os comanda                                                                                                                                             é vermelha a cor do sangue                                                                                                                                não é preta nem é branca

Autor: António Manuel Ribeiro

Para todos os amantes da fotografia                                                                                                                            25/12/2010 

Carlos Costa, repete pela 3ª vez a iniciativa, de convidar todos os apaixonados pela fotografia, a participarem no seu novo livro, a ser editado em 2011.

Para tal, todos os interessados devem enviar até ao final do mês de Abril de 2011, um cd com um máximo de 10 fotografias da sua autoria. Todas as fotografias, devem ser registadas com a máquina na vertical, para um melhor enquadramento nas páginas do livro.

Todas as fotografias devem vincar pormenores.

Se alguma fotografia for seleccionada para fazer parte da obra, o nome do autor também lá constará.
O critério de selecção das fotografias, fica a cargo do autor.

Todas as fotografias irão ser publicadas a preto e branco.

Nenhum dos possíveis participantes, terá algum custo extra, antes ou depois da obra publicada. Os fotógrafos, com o seu talento, irão embelezar as páginas de um livro. Por sua vez, o autor na sua mais recente obra, irá divulgar o trabalho de cada fotógrafo participante.

Todos os cd’s enviados, não serão devolvidos.

Cansado                                                                                                                                                                                                                    31/10/2010 

Cansado de ver Portugal na cauda da Europa. Um governo com uma cara que perdeu credibilidade, por todas as artimanhas falhadas, por todas as armadilhas que fomos descobrindo… promessas e dedos cortados: se deres um dedo os teus problemas resolvem-se… quando damos conta já nos levaram um braço…

Para se cair e partir uma perna, precisamos de 1 segundo. A recuperação vai ser lenta e, vai deixar sequelas para toda a vida. Usei as palavras atrás, para explicar que a baixa do IVA em 1% foi uma asneira de todo o tamanho.

Se eu decidir, que quero em 1 ano juntar 120 euros, começo em Janeiro a colocar de parte 10 euros, em Dezembro vou ter 120€. Precisamos de alguém com visão de futuro, que tenha uma visão larga e abrangente deste país. É preciso cortar e reflectir, dar tempo ao tempo, às pessoas…

Ter consciência das nossas limitações, não viver de ilusões.

Mudar é preciso e urgente!

Cheio                                                                                                                                                                                                                    16/10/2010 

Cheio                                                                                                                                                                 de raiva sincera                                                                                                                                                que arma a fera                                                                                                                                                     a voz e a canção

cheio desta estupidez                                                                                                                                            de ser português                                                                                                                                         estendendo a mão

cheio de tanto fracasso                                                                                                                                          o voto e o pecado                                                                                                                                             nada mudou

cheio                                                                                                                                                                 desta corte saloia                                                                                                                                        povoando Lisboa                                                                                                                                                 que a vida assanhou

cheio                                                                                                                                                                 de tanto sucesso                                                                                                                                                 o céu e o inferno                                                                                                                                                 um dealer à espreita

cheio                                                                                                                                                             desta hipocrisia                                                                                                                                                 que faz romaria                                                                                                                                                     hinos da nação

cheio                                                                                                                                                                     é branco ou tinto                                                                                                                                                    seguir o instinto                                                                                                                                                     calar a razão

cheio                                                                                                                                                                 tão cheio

Autor: António Manuel Ribeiro

Nascer outra vez                                                                                                                                                                                         14/10/2010 

                                                            O dia em que fomos todos Chilenos.

Ninho                                                                                                                                                                                                                            03/10/2010 

                                                    Atravessava a rua com um olhar, via a praia da Madalena por cima das vivendas que por ali se instalaram.                  Do outro lado o mar, a praia no final de tarde e o sol posto, era assim a tarde de domingo e, o regresso à casa que me abrigava.

Já pela noite dentro, eram os copos e o churrasco… as conversas que duravam pelo calor e a brisa… o cheiro a mar… e a formula 1 na tv.

Uma vez, em conversa um vizinho disse-me, a olhar para os ninhos de andorinha: este ano não vou pintar a casa! Não quero destruir os ninhos das andorinhas, que escolheram a minha casa, para abrigar as suas crias.

Uma atitude de um empresário, que faz a diferença de um Homem, para outros Homens.

Verdes são os campos                                                                                                                                                                    02/10/2010 

                                                                                                                            Hoje acordei com este poema, pela voz de Zeca Afonso, aquele a quem dei um aplauso sentido, numa homenagem. Um dia, um musico que participou no disco “Filhos da madrugada” esse mesmo de tributo a Zeca Afonso, confidenciou-me, que as musicas do Zeca são intocáveis, roçando a perfeição.

Tenho de destacar também, a interpretação da Sofia Froes, no programa de televisão "Seleção nacional" apresentado pelo Carlos Mendes em 1995. O objectivo era encontrar os 8 finalistas para o festival da canção.                                 É incrível a sensualidade que esta senhora põe nesta canção.

Verdes são os campos,
de cor de limão:
assim são os olhos
do meu coração.

campo, que te estendes
com verdura bela;
ovelhas, que nela
vosso pasto tendes,
de ervas vos mantendes
que traz o Verão,
e eu das lembranças
do meu coração.

gados que pasceis
com contentamento,
vosso mantimento
não no entendereis;
isso que comeis
não são ervas, não:
são graças dos olhos
do meu coração.

Autor: Luís de Camões

O meu cão partiu.                                                                                                                                                                         14/08/2010 

Comunico a todos os meus amigos, que o Luky (Rotweiller), faleceu com mais de 10 anos.

Vitima de um tumor no baço. O seu corpo foi cremado.

E no dia da sua morte, enquanto a saudade e um estranho vazio me destruíam por dentro, caíram estas palavras sobre o papel, lembrando o meu amigo e, sempre fiel companheiro de tantas historias, ao longo de mais de 10 anos:

Já não sei se estas aí
porque quando desço a escada
já não sinto o teu cheiro
não te vejo
já não oiço o teu gemido
quando chamavas por mim

soubeste ser especial
em tantos momentos
em tantos passeios
que pareciam intermináveis

sede e suor
em dias que se prolongaram
porque os turnos assim o exigiam

a morte
tem destas coisas
faz cortes no fim
lembramos o principio da coisa
na ultima hora
a despedida

Uma amiga                                                                                                                                                                                               07/08/2010 

                                                                                    Aqueles, que eu amei, não sei que vento                                                                                                              os dispersou no mundo, que não os vejo…                                                                                                    estendo os braços e nas trevas beijo                                                                                                               visões que à noite evoca o sentimento…

outros me causam mais cruel tormento                                                                                                                que a saudade dos mortos… que eu invejo…                                                                                                passam por mim, mas como que têm pejo                                                                                                            da minha soledade e abatimento!

daquela primavera venturosa                                                                                                                              não resta uma flor só, uma só rosa…                                                                                                                tudo o vento varreu, queimou o gelo!

tu só foste fiel – tu, como dantes,                                                                                                                      inda volves teus olhos, radiantes…                                                                                                                        para ver o meu mal… e escarnecê-lo!

Autor: Antero de Quental                                                                                                                                                                                    Retirado do livro: Sonetos completos

A um velho maldizente                                                                                                                                                            31/07/2010 

                                                                                                    Tu, maldito dragão, cruel, harpia                                                                                                                     monstro dos monstros, fúria dos infernos,                                                                                                               que em vil murmuração, ralhos eternos                                                                                                         estragas sem descanso a noite, e o dia:                                                                                         

tu, que nas horas em que o mocho pia,                                                                                                        caluniaste meus suspiros ternos,                                                                                                                        sacode a carga de noventa invernos                                                                                                                      nas descaradas mãos da morte fria:

cai de chofre no báratro profundo                                                                                                                        cai nas entranhas da voraz fornalha,                                                                                                                   deixa em sossego o miserável mundo:

e entre a maldita, réproba canalha,                                                                                                                        lá bem longe de nós, lá bem no fundo,                                                                                                                arde, murmura, amaldiçoa, e ralha

Autor: Bocage                                                                                                                                                                                                        Poema retirado do livro: Antologia poética

Vagueando pela poesia                                                                                                                                                                25/07/2010 

Seguindo nas paisagens infinitas da nossa imaginação, que nos leva de encontro à poesia, deixo-vos aqui outro poema dos meus preferidos. E se o livro “Horto de incêndio” de Al Berto, foi-me apresentado na Bertrand, “Falo-vos do silêncio” de Violeta Teixeira, foi um livro que me veio ter às mãos literalmente, numa feira para os lados de Espinho em 1999.

Como silenciar                                                                                                                                                essa voz macia                                                                                                                                            roçando, segundo                                                                                                                                                  a segundo                                                                                                                                                            a minha pele?

não sei…                                                                                                                                                         não sei como                                                                                                                                                    silencia-la no meu espaço                                                                                                                                     de súbito, iluminado…

deixá-la roçar macia…                                                                                                                                        deixá-la ser carícia                                                                                                                                            ser luz…                                                                                                                                                           ser poesia?...

Autor: Violeta Teixeira                                                                                                                                                                                      Poema retirado do livro “Falo-vos do silêncio”

Sida                                                                                                                                                                                                            17/07/2010 

                                                                                                            Aqueles que têm nome e nos telefonam
um dia emagrecem – partem
deixam-nos dobrados ao abandono
no interior duma dor inútil muda
e voraz

arquivamos o amor no abismo do tempo
e para lá da pele negra do desgosto
pressentimos vivo
o passageiro ardente das areias – o viajante
que irradia um cheiro a violetas nocturnas

acendemos então uma labareda nos dedos
acordamos trémulos confusos – a mão queimada
junto ao coração

e mais nada se move na centrifugação
dos segundos – tudo nos falta

nem a vida nem o que dela resta nos consola
a ausência fulgura na aurora das manhãs
e com o rosto ainda sujo de sono ouvimos
o rumor do corpo e encher-se de mágoa

assim guardamos as nuvens breves os gestos
os invernos o repouso a sonolência
o vento
arrastando para longe as imagens difusas
daquelas que amámos e não voltaram
a telefonar

Autor: Al Berto                                                                                                                                                                                                            Poema retirado do livro "Horto de incêndio"

Obrigado Portugal. Estamos orgulhosos.                                                                                                            12/07/2010

                                                       
Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.
 
Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
  
O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
 
Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
 
O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
 
Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
 
No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.
 
Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
 
Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e a associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
 
Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
 
Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar juros.
 
Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
 
Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas
8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
 
Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava 

Novo livro                                                                                                                                                                                        18/06/2010

"Do outro lado deste estranho momento" é este o titulo definitivo do novo livro de Carlos Costa. A data de edição é apontada para 2010 ainda sem confirmação.

Sou Romântico                                                                                                                                                                                    08/06/2010


Eu vou começar uma cantiga sobre a vida de um cantor
que para cantar, cantava a vida mas com muito mais amor
eu não vou esquecer na minha vida os amores que eu vivi
nem posso deixar de me lembrar de tudo aquilo que eu sofri

eu sou romântico
em toda a minha vida fui romântico
em cada despedida fui romântico
e ainda sou
sou romântico
cada cantiga agora é um cântico
canção pela vida fora de um romântico
que sempre amou

eu não vou esquecer que às vezes sinto que me falta uma razão
de poder contar histórias da vida que canto nesta canção
mas vou recordar pequenas coisas que não se podem esquecer
e poder sentir aqueles momentos que se voltam a viver

eu sou romântico
em toda a minha vida fui romântico
em cada despedida fui romântico
e ainda sou
sou romântico
cada cantiga agora é um cântico
canção pela vida fora de um romântico
que sempre amou.

Tema interpretado por: Tony de Matos

Ouvi isto por aí...                                                                                                                                                                                      19/12/2009 

                                                                                    "Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo, para ajudá-lo a levantar-se"

O clube do meu coração                                                                                                                                                01/11/2009                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Os bracarenses, como são chamados os adeptos da equipa, foram considerados dos adeptos mais vibrantes do Mundo segundo a lista elaborada em 2007 pela revista britânica UKFootball, ficando em 5.º lugar.

O clube foi fundado em 19 de Janeiro de 1921 por um grupo de jovens, na sua maioria estudantes, de onde se destacaram Celestino Lobo, Carlos José de Morais, os irmãos Carvalho, Eurico Sameiro, Costinha, João Gomes, (que viria a ser o primeiro presidente) e ainda Joaquim de Oliveira Costa. Nesta data foram também criados os primeiros estatutos do Sporting clube de Braga.

O SC Braga tem como um dos momentos mais marcantes na sua história a conquista da Taça de Portugal em 1966. Mais recentemente, a participação nas competições europeias, mais propriamente na Taça UEFA, tem sido regular, bem como as boas classificação na Liga Portuguesa, sendo que na época 2004/05 esteve várias vezes na liderança do mesmo. Na época 2008/09 tornou-se a 1ªa equipa não pertencente aos três grandes a ganhar uma competição europeia, a Taça Intertoto. A seguir aos 3 maiores clubes de Portugal (Porto, Benfica e Sporting), o SC Braga é o clube que há mais anos permanece de forma ininterrupta na principal Liga de Futebol português. Hoje, o SC Braga é um clube ecléctico e uma forte referência nacional, não só no futebol, mas em outros desportos como são exemplo a natação e o atletismo.

O primeiro campo de futebol da cidade de Braga foi "as GOLADAS", seguindo-se o Campo da Ponte. Em 1950 foi inaugurado, ao lado daquele, o Estádio 28 de Maio, rebaptizado de "1º de Maio" com a revolução de Abril de 1974. Em Dezembro de 2003 surgiu o agora denominado Estádio Municipal de Braga, construído para ser utilizado no Euro 2004. Este estádio é hoje considerado um dos mais belos do mundo, tendo sido atribuído ao seu arquitecto, Eduardo Souto Moura, o Prémio Secil de Arquitectura 2004, por esta bela e arrojada obra.

A Ponte de D. Maria Pia                                                                                                                                                                      15/09/2009

                                                A Ponte de D. Maria Pia, assim chamada em honra de Maria Pia de Sabóia, é uma obra de grande beleza arquitectónica, projectada pelo Eng.º Théophile Seyrig e construída, entre Janeiro de 1876 e 4 de Novembro de 1877, pela empresa de Gustave Eiffel. Foi a primeira ponte ferroviária (Linha do Norte) a unir as duas margens do rio Douro.

Estiveram em permanência 150 operários a trabalhar e utilizaram-se 1.600.000 quilos de ferro. Tendo em consideração as dimensões da largura do rio e das escarpas envolventes, foi o maior vão construído até essa data, aplicando-se métodos revolucionários para a época.

A construção da ponte em tempo record, aliada à dificuldade da transposição do enorme vão, concedeu a Eiffel a fama que procurava desde 1866, altura em que fundou a sua empresa G. Eiffel et C.ie com o engenheiro Téophile Seyrig. Eiffel, para acompanhar os trabalhos de construção da ponte, instalou-se em Barcelos entre 1875 e 1877.

Gustavo Eiffel publicou na "Revista de Obras Públicas e Minas" uma análise pormenorizada da construção, onde incluiu quer os projectos, quer o cálculo dos vários componentes da ponte. Adoptando o mesmo modelo, Eiffel realizou o Viaduto de Garabit (1880-1884) com 165 metros de vão, a estrutura da Estátua da Liberdade (1884-1886) e a Torre Eiffel (1889).

A Ponte de D. Maria Pia teve utilização, durante mais de 100 anos, ao serviço do caminho-de-ferro.

A inauguração solene deu-se a 4 de Novembro de 1877, tendo a presença da Banda de Música da Cidade de Espinho, pelos reis D. Luís I e D. Maria Pia de quem tomou o nome. No último quartel do século XX tornou-se evidente que a velha ponte já não respondia de forma satisfatória às necessidades. Dotada de uma só linha, obrigava à passagem de uma composição de cada vez, a uma velocidade que não podia ultrapassar os 20 km/h e com cargas limitadas. No entanto, a ponte esteve em serviço durante 114 anos, até à entrada em serviço da Ponte de S. João em 1991.

Ninguém tem dúvidas sobre a enorme riqueza deste património, mas tal não tem impedido que a Ponte de Dona Maria se vá degradando ano após ano, já que ainda não lhe foi atribuída uma utilização prática para o futuro.

A ponte do Infante                                                                                                                                                                                     01/08/2009

                                                            A Ponte do Infante é uma ponte rodoviária que liga Vila Nova de Gaia ao Porto, sobre o rio Douro, em Portugal.

Baptizada em honra do Infante D. Henrique, nascido no Porto, é a mais recente e, segundo muitos, a mais esbelta ponte que liga Porto e Gaia. Foi construída para substituir o tabuleiro superior da Ponte Dom Luís I, entretanto convertida para uso da "Linha Amarela" (Hospital de São João/João de Deus) do Metro do Porto.

Foi construída pouco a montante da Ponte Dom Luís I, em plena zona histórica, ligando as Fontainhas (Porto) à Serra do Pilar (Vila Nova de Gaia).

O engenheiro António Adão da Fonseca, juntamente com a sua equipa, foi o responsável pelo projecto desta ponte de 371 metros de extensão e 20 metros de largura, com duas vias de rodagem em cada sentido. Tem um separador central com 1 m de largura e passeios laterais de 3 m com guarda de segurança e guarda corpos. A iluminação está colocada à cota baixa, permitindo uma perfeita iluminação da via, sem sombras.

Dotada de um arco em betão armado de 280 metros, a nova travessia demorou 27 meses a ser construída e implicou um investimento de 14 milhões de euros.

A ponte é constituída por uma viga caixão com 4,5 m de altura apoiada num arco flexível com 1,50 m de espessura. Trata-se de uma ponte à cota alta com uma extensão de 371 m e 20 m de largura no tabuleiro. Apresenta uma solução de arco semelhante à adoptada pelo engenheiro suíço Robert Maillart nas suas pontes alpinas, com uma flecha de 11,2 m para um vão de arco com 280 m, o que, como já vem sendo tradição nas pontes entre o Porto e Gaia, constituiu um recorde mundial nesta tipologia de pontes e serviu de referência a inúmeras pontes posteriormente construídas.

A Ponte da Arrábida                                                                                                                                                                06/07/2009

                                                                    A Ponte de Arrábida é uma ponte em arco sobre o Rio Douro que liga Porto (pela zona da Arrábida) a Vila Nova de Gaia (pelo nó do Candal), em Portugal.

No tempo da sua construção em 1963, a ponte tinha o maior arco em betão armado de qualquer ponte no mundo.

O comprimento total da plataforma é de 615m, tendo uma largura de 27m. O seu vão de 270 m, e 52 m de flecha, arco esse constituído por duas costelas ocas paralelas, de 8 m de largura ligadas entre si por contraventamento longitudinal e transversal.

O engenheiro responsável pelo seu projecto e construção foi Edgar Cardoso.

A Ponte da Arrábida foi a segunda ponte entre o Porto e V. N. Gaia a ser construída para a circulação rodoviária, sendo uma das seis pontes ainda existentes na cidade do Porto, sendo estas por ordem de construção a Ponte de D. Maria Pia, a Ponte D. Luiz I, a própria Ponte da Arrábida, a Ponte de São João, a Ponte do Freixo e a Ponte do Infante.

Por volta da década de quarenta constatou-se que a circulação na Ponte D. Luiz I, entre o Porto e V.N. de Gaia, se fazia com muita dificuldade, motivado sobretudo pela expansão demográfica do distrito do Porto e do Concelho de Vila Nova de Gaia, e reconheceu-se a necessidade de uma travessia alternativa. Em Março de 1952 a J.A.E.(Junta Autónoma das Estradas), adjudicou a elaboração dos anteprojectos a um Engenheiro de Pontes de renome mundial - o Professor Edgar Cardoso. O projecto viria a ser aprovado em 1955.

Com um custo de cerca de 240 mil contos, cerca de 1.200.000€, em Março de 1957 foram iniciadas as obras. Na sua construção foram gastos 20 mil toneladas de cimento, 58.700 m³ de betão armado, 2.250 toneladas de aço nos varões e 2.200 toneladas de aço laminado, no cimbre utilizado.

A 22 de Junho de 1963 é finalmente inaugurada a Ponte da Arrábida, no mandato de Nuno Pinheiro Torres, dispondo de quatro elevadores para que os peões pudessem vencer a distância de setenta metros do rio ao tabuleiro, facilitando em muito a travessia pedonal.

Nas torres dos elevadores, parte integrante da estrutura daquela obra de arte, podem observar-se quatro esculturas ornamentais com cinco metros de altura, fundidas em bronze. Duas do lado do Porto, do escultor Barata Feyo, simbolizando "O Génio Acolhedor da Cidade do Porto" e "O Génio da Faina Fluvial e do Aproveitamento Hidroeléctrico"; e duas do lado de Gaia, do escultor Gustavo Bastos, representando "O Domínio das Águas pelo Homem" e "O Homem na sua Possibilidade de Transpor os Cursos de Água".

Já em relação ao tabuleiro era composto por duas faixas de rodagem com 8 m cada, separadas por uma faixa sobrelevada de 2 m de largura, duas pistas para ciclistas com 1,70 m cada, dois passeios sobrelevados de 1,50 m de largura.

A ponte São João                                                                                                                                                                        26/06/2009

A Ponte de São João é uma importante ponte ferroviária que liga Vila Nova de Gaia ao Porto, sobre o rio Douro, em Portugal.

Tal como a Ponte da Arrábida, também a Ponte de São João foi da autoria do Eng.º Edgar Cardoso. É uma ponte ferroviária (Linha do Norte) e foi construída para substituir a centenária Ponte Maria Pia.

Ao contrário das outras pontes construídas até à data, a Ponte de São João não é em arco, mas adopta uma solução em pórtico, com três vãos — dois de 125 m e um de 250 m — apoiados em dois majestosos pilares fundados no leito do rio. Fazendo jus ao seu nome, a ponte foi inaugurada no dia de São João (24 de Junho) de 1991. O sistema construtivo adoptado para a sua construção foi arrojado e inovador — cofragem deslizante — e hoje em dia é um sistema padrão de construção mundial. Sendo então uma peça única, possui também um sistema inovador, que impossibilita que ao acontecer um acidente na mesma ponte, por exemplo, as carruagens não se encavalitam umas em cima das outras, mas sim, deslizando pela ponte fora, ora, isto é único no mundo, como fez questão Edgar Cardoso, de sublinhar na altura.

Tal como a Ponte da Arrábida, à data da sua inauguração, também a Ponte de São João com o seu vão central constituiu um recorde mundial neste tipo de pontes, neste caso, para caminho-de-ferro.

A Casa de Serralves                                                                                                                                                                         09/06/2009

                                                                A Casa de Serralves está localizada no Parque de Serralves na cidade do Porto, em Portugal.

Pertença da Fundação de Serralves, que detém o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a Casa de Serralves foi mandada construir pelo segundo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral.

O edifício, cujo projecto final é da autoria do arquitecto português Marques da Silva, é considerado um exemplo único da arquitectura Art Déco em Portugal.

Concluída em 1940 ,a Casa de Serralves acolheu as exposições realizadas pela Fundação entre 1989 e 1999, data da abertura do Museu de Arte Contemporânea.

Em 1996, a Casa de Serralves foi classificada como imóvel de interesse público devido ao seu interesse arquitectónico.

É difícil                                                                                                                               31/05/2009

                                                                        Toca o despertador
Vestes-te à pressa
Mal tens tempo para comer
Fazes tudo tão depressa
Não tens tempo a perder

Nem tempo para sorrir
Sais de casa a correr
Tens um horário a cumprir
Os minutos passam
E hoje estás sem sorte
Cada vez mais atrasado
À espera de transporte

É difícil é difícil
Conseguir estar empregado
Mais difícil mas difícil
É ter um bom ordenado

O autocarro chega
E lutas para entrar
Mas é tanta a confusão
Que nem um passo podes mostrar
Seguras na tua mala com um ar desconfiado
Empurras para frente para arranjar um lugar sentado
Pisa o de trás, esbarras no da frente
Ficas irritado discutes com toda a gente

É difícil é difícil
Conseguir estar empregado
Mais difícil mas difícil
É ter um bom ordenado

Chegas atrasado mais um desconto no ordenado
Ficas um pouco...
Sentes-te arrasado
Como senão bastasse o teu patrão não te pagava
Tu não passas de mais um belo desempregado

Autor: Censurados

Juiz do caso Alexandra: "Estou perturbado com as imagens da televisão"               29/05/2009

                                                                                                    Gouveia Barros, o juiz-relator do Tribunal da Relação de Guimarães que decidiu que Alexandra, a menina russa de seis anos, fosse entregue à sua mãe biológica, declara, estar "perturbado e surpreendido" com as imagens, transmitidas esta semana pelo canal de televisão russo NTV, onde são visíveis as agressões da mãe sobre a filha.

Gouveia Barros não se considera surpreendido pelo mediatismo em redor do caso. Mas defende que tem sido alvo de críticas injustas, "de pessoas que nem leram o acórdão". Hoje, prefere nem assistir aos noticiários e só passa superficialmente os olhos pelos jornais. "O caso tem-me afectado pessoalmente."

Sinceramente, gostava de perceber que raio terá passado pela cabeça deste Sr. para tal decisão ele ter tomado. Será que alguém me consegue explicar?

Estive presente nesta enorme causa                                                                           24/05/2009

                                                                                                        Com projecto, em estilo Arte Deco, dos arquitectos Cassiano Branco e Júlio Brito pertencendo à Companhia de Seguros Garantia, o coliseu foi inaugurado a 19 de Dezembro de 1941, com um concerto da Sinfónica Nacional, dirigida pelo maestro Pedro de Freitas Branco.

No ano de 1995 a Companhia de Seguros AXA, então proprietária do imóvel, inicia negociações com a Igreja Universal do Reino de Deus, propondo-se esta última a comprar e a UAP a vender. Porém, várias personalidades ligadas à cultura, às artes e à autarquia local, promovem uma manifestação de repúdio à eventual transacção. Uma vez vetada pela autarquia, a transacção não se concretiza. Em Novembro de 1995, em escritura notarial outorgada entre a Câmara, a Área Metropolitana do Porto, a Secretaria de Estado da Cultura e a UAP, constitui-se uma associação sem fins lucrativos com a finalidade de adquirir o Coliseu e geri-lo como espaço de interesse cultural.

A sala principal do Coliseu do Porto tem 3.000 lugares sentados, entre plateia, tribunas, camarotes, frisas, galeria reservada e geral, e permite que nela sejam realizados todo o tipo de espectáculos: música, bailado, teatro, ópera, circo, cinema, etc.

O Coliseu do Porto dispõe ainda de um salão Ático com capacidade para cerca de 300 pessoas, vocacionado para pequenos bailes ou espectáculos, conferências, congressos ou assembleias enquadradas na capacidade da sala.

“Nós, cidadãos do Porto, tornamos pública a maior indignação pela morte anunciada do Coliseu. O Coliseu é um dos símbolos culturais da cidade, é património efectivo de todos nós, faz parte da nossa memória colectiva (...) A cidade do Porto, que é símbolo da história de Portugal, da luta pela liberdade, respeita a liberdade religiosa de cada um. Mas cada actividade deve ter locais próprios e o Coliseu do Porto tem sido um local de cultura, de espectáculo, para todos os cidadãos. E queremos que continue assim. Vamos juntar a indignação de cada um de nós numa única voz.”

A notícia da possibilidade do Coliseu passar para as mãos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) começou a espalhar-se. Os portuenses reagiram de imediato e um mar de gente encheu a Rua Passos Manuel, numa manifestação espontânea com uma grandiosidade sem precedentes na cidade do Porto e que surpreendeu o país inteiro. Aos populares, que gritavam “O Coliseu é Nosso”, juntaram-se intelectuais, artistas, políticos e instituições. Todos juntos lutaram contra o fim anunciado do Coliseu do Porto enquanto símbolo cultural da cidade.

O meu piano torna-se pequeno sem o coliseu do porto. (Pedro Burmester)

Um refúgio dentro da cidade                                                                                                                                                     01/05/2009

                                                                                                                                                O Palácio de Cristal foi um antigo edifício que existiu na freguesia de Massarelos, na cidade do Porto, em Portugal. Inaugurado em 1865, o Palácio de Cristal original acabou por ser demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão dos Desportos, hoje Pavilhão Rosa Mota.

O Palácio de Cristal, da autoria do arquitecto inglês Thomas Dillen Jones, foi construído em granito, ferro e vidro, tendo o Crystal Palace londrino por modelo. Media 150 metros de comprimento por 72 metros de largura e era dividido em três naves. A sua construção iniciou-se em 1861, sendo inaugurado em 18 de Setembro em 1865 pelo rei D. Luís.

Foi concebido para acolher a grande Exposição Internacional do Porto, organizada pela então Associação Industrial Portuense, hoje Associação Empresarial de Portugal. A Exposição Industrial, para além de contar com a visita oficial do rei D. Luís, de Dona Maria Pia e do príncipe herdeiro, contou ainda com 3.139 expositores, dos quais 499 franceses, 265 alemães, 107 britânicos, 89 belgas, 62 brasileiros, 24 espanhóis, 16 dinamarqueses e ainda representantes da Rússia, Holanda, Turquia, Estados Unidos e Japão.

Em 1933, o edifício e os respectivos jardins foram adquiridos pela Câmara Municipal do Porto.

Ao longo dos seus 86 anos de existência, o Palácio de Cristal acolheu muitas mais exposições, nomeadamente a Exposição Colonial, inaugurada em Junho de 1934. Desta exposição sobrevive o Monumento ao Esforço Colonizador Português, actualmente colocado no topo oeste da Avenida do Marechal Gomes da Costa.

O Palácio de Cristal foi ainda um importante espaço de cultura, contendo um órgão de tubos que era dos maiores do mundo. Foi neste palácio que se realizaram importantes concertos do compositor Viana da Mota ou da virtuosa violoncelista Guilhermina Suggia.

O palácio foi destruído em 1951, tendo-se erguido no seu lugar uma nave de betão armado, a que foi dado o nome de Pavilhão dos Desportos, segundo projecto do Arquitecto Carlos Loureiro e a pretexto do Campeonato Mundial de Hóquei em Patins. No entanto, a designação popular de Palácio de Cristal tem sobrevivido até aos nossos dias.

Estes jardins românticos foram projectados na década de 1860 pelo paisagista alemão Emílio David, para envolver o então Palácio de Cristal, substituído pelo Pavilhão Rosa Mota na década de 1950.

Os Jardins do Palácio de Cristal incluem o chamado Jardim Emílio David que possui belos exemplares de rododendros, camélias, araucárias, ginkgos e faias, para além de fontes e estátuas alegóricas às estações do ano.

A Avenida das Tílias constitui o eixo mais marcante deste parque e está ladeada pela Biblioteca Municipal Almeida Garrett, pela Galeria do Palácio, pela Concha Acústica e pela Capela de Carlos Alberto da Sardenha. Perto situam-se um restaurante e uma esplanada com vista para o lago. Nesta avenida e noutros locais encontram-se estratégicos miradouros que proporcionam vistas panorâmicas do rio Douro e da cidade. É ao fundo desta avenida que encontramos a capela que a princesa de Montléart mandou erguer em homenagem ao seu irmão, o Rei Carlos Alberto.

Os jardins temáticos estão também representados, nomeadamente pelo Jardim das Plantas Aromáticas, o Jardim das Medicinais e ainda o Jardim dos Sentimentos onde se encontra a estátua Dor de Teixeira Lopes. Outros espaços aprazíveis são o Bosque, a Avenida dos Castanheiros-da-Índia e o Jardim do Roseiral que está enriquecido com significativos elementos do património artístico da cidade. Nas proximidades surgem sete magníficos exemplares de palmeiras da Califórnia.

Contíguos aos Jardins do Palácio de Cristal estão o Museu Romântico e o Solar do Vinho do Porto, ambos na Quinta da Macieirinha. Muito próximo encontra-se, também, a Quinta Tait, com jardins recheados de colecções de rosas, camélias, brincos-de-princesa e um majestoso Liriodendrum tulipifera que circundam a Casa Tait, onde funciona um Gabinete de Numismática.

A torre dos Clérigos                                                                                                                                                               01/05/2009

                                                                                                                A torre, se bem que mais considerada pelos habitantes do Porto, foi a última construção do conjunto dos Clérigos, dos quais fazem parte a igreja e uma enfermaria. Foi iniciada em 1754, tendo em conta o aproveito do terreno que sobrara para a instalação da enfermaria dos Clérigos. O projecto inicial de Nasoni previa a construção de duas torres, e não apenas de uma. A torre é decorada segundo o gosto barroco, com esculturas de santos, fogaréus, cornijas bem acentuadas e balaustradas.

Tem seis andares e 75 metros de altura, que se sobem por uma escada em espiral com 225 degraus. Era, na altura da sua construção, o edifício mais alto de Portugal.

No primeiro andar apresenta uma porta encimada pela imagem de São Paulo, tendo por debaixo, inserido num medalhão, um texto de São Paulo, na Carta aos Romanos. A espessura das paredes do primeiro andar, em granito, chega a atingir os dois metros. Destacam-se as janelas ablaustradas do último andar, mais comprimido e decorado, e os quatro mostradores de relógio.

Os materiais utilizados na construção da Torre dos Clérigos foram, principalmente, o granito e o mármore.

Palmas para o amigo que partiu                                                                                                                                                 26/04/2009

                                                                                                                 Era inevitável eu escrever algumas palavras, essas mesmas que eu precisava de pôr a nu. A notícia é simples, directa e, chega por sms. Sabes quem morreu?

Conheci o João como vocalista dos “Sitiados” em 1992 num concerto no Coliseu do Porto, daí até à amizade foi um pequeno pulo. Acompanhei os seus vários projectos: Sitiados, Megafone, Linha da frente e A naifa.

Só conhecendo o músico, o homem, o ser… se poderá chegar um pouco que seja à grande personalidade que o João tinha. Recordo com saudade os copos que bebemos no Teatro Rivoli, em duas noites consecutivas de Megafone; a conversa no bar antes do concerto e depois no camarim com direito a oferta do último cd de “Megafone” (-"se há pessoa que merece o último cd de megafone, és tu Carlos!") como me lembro destas palavras, estaríamos em 1999.

Pessoa muito simples, humilde, dinâmico, determinado e, com uma forte presença no palco. Arrisco a dizer que o João era um caso à parte no panorama da música nacional. As raízes da música tradicional portuguesa corriam-lhe nas veias. E, resultado disso mesmo, é o seu projecto “Megafone”, uma recolha de coisas “estranhas” que o João tão bem as trabalhou. Na minha opinião, “Megafone” é dos mais interessantes projectos nacionais.  

Um dia, em conversa com a Sandra Baptista, soube da doença que afectou o João, cancro no estômago. Fui me mantendo em contacto, ou por mail, my space e até por telefone. A Sandra Baptista fazia a ponte entre as melhores e as piores notícias. Desde a entrada no hospital, às sessões de quimioterapia e radioterapia, a recuperação, a nova operação, o voltar, o ir…

O João estará sempre vivo entre nós, porque a música é viva quando nós estamos dentro da música.

Aqui lhe deixo a minha homenagem.

30 anos já dão história                                                                                                                                                           26/4/2009

                                                                                                                        Carlos Costa e António Manuel Ribeiro                                                                                                                                                         Sobrado/Valongo 2008                                                                                                                                                                                             Foto: Paulo André

UHF ou o canal maldito como quiserem. 30 anos de música neste país, neste Portugal dos pequeninos. Formados em Almada em 1977, depressa deram cartas na cena musical portuguesa. Um som puro e inquietante que faz mexer, prestar atenção às palavras que António Manuel Ribeiro dispara para uma assistência rendida, perdida por aí numa terra qualquer, num palco qualquer.

António Manuel Ribeiro é um exemplo puro duro, é o homem da frente, uma personagem fascinante e inquietante diria. E, neste pai do rock português, que se divide entre a escrita de canções para os UHF, e a escrita de poemas editados nos seus 4 livros, reina o fascínio quando pega na guitarra eléctrica, quando assume o comando da banda. Líder nato que arrasta fãs por todo o lado, amado por uns, odiado por outros… sempre foi assim.

Da formação original resta António Manuel Ribeiro, se calhar pela persistência, pela coragem de dizer o que está mal, de apontar a arma em forma de palavra escrita ou cantada. Os textos escritos são de uma riqueza poética nada vulgar nos dias que correm, esses mesmos musicados por aquele toque único. É esta a essência da melodia, que põe o rock transpirado, na emoção que a música nos dá. Apenas a emoção fica no último acorde, quando o pano desce e a as luzes se apagam.

"Os UHF precisam de uma zona dramática e de um                                                                          lirismo intenso que, nascidos na canção, trespassam o                                                                   disco e armam o concerto."                                                                      

António Manuel Ribeiro                                                                                                                                                             Junho 1994                                                                                                                                                                              

Nasceste antes de 1990                                                                                                                                                                       21/04/09                                                                                                                                                        

Então lê isto...
Se não... lê na mesma....

Esta merece!!!!!

Deliciem-se...

Nascidos antes de 1986.
De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.

Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas 'à prova de crianças', ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.

Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.

Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.

Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.

Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.

Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.

Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões.

Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.

Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.

Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.

Não tínhamos Play Station, X Box.

Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.

Tínhamos amigos - se os quiséssemos encontrar íamos á rua.

Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!

Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.

Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.

Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.

Íamos a pé para casa dos amigos.

Acreditem ou não íamos a pé para a escola;

Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.

Criávamos jogos com paus e bolas.

Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.

Eles estavam do lado da lei.

Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.

Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.

Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles?

Parabéns!

Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas, 'para nosso bem'.

Para todos os outros que não têm a idade suficiente, pensei que gostassem de ler acerca de nós.

Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho... E  talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.

A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986, ou depois. Chamam-se jovens.

Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.

Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle.

Para eles sempre houve uma só Alemanha e um só Vietname.

A SIDA sempre existiu.

Os CD's sempre existiram.

O Michael Jackson sempre foi branco.

Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo tivesse sido um deus da dança.

Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie, são filmes do ano passado.

Não conseguem imaginar a vida sem computadores.

Não acreditam que houve televisão a preto e branco.

Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
1.    Entendes o que está escrito acima e sorris.
2.    Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
3.    Os teus amigos estão casados ou a casar.
4.    Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores.
5.    Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
6.    Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
7.    Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.
8.    Vais encaminhar este e-mail para outros amigos porque achas que vão gostar.

SIM ESTÁS A FICAR VELHO heheheh , mas tivemos uma infância do caraças.

Natal                                                                                                                                                        15/12/2008

                                                                                Nasce um Deus. Outros morrem. A Verdade                                                                                                     nem veio nem se foi: o erro mudou.                                                                                                               Temos agora uma outra eternidade,                                                                                                                       e era sempre melhor o que passou.

cega, a ciência a inútil gleba lavra.                                                                                                                        Louca, a fé vive o sonho do seu culto.                                                                                                                 Um novo Deus é só uma palavra.                                                                                                                       Não procures nem creias: tudo é oculto.

Autor: Fernando Pessoa

Podia ser Natal                                                                                                                                                                                15/12/2008

                                                                                Podia haver uma luz em cada mesa                                                                                                                      e uma família em cada casa                                                                                                                               Jesus em Dezembro aqui na terra                                                                                                                    podia ser natal e não ser farsa

podia ser notícia o fim da amargura                                                                                                                       que divide os homens por trás dos canhões                                                                                                            a fome e a miséria servem a loucura                                                                                                                    que forja profetas e divide as nações

podia ser verdade o tom e o discurso                                                                                                               desse velho actor falando aos fieis                                                                                                                    mas nada se passa na noite do mundo                                                                                                                máscaras de dor pequenos papéis

a história certa é                                                                                                                                            Natal de porta aberta 

a ceia servida é a vida do criador.                                                                                                                                                                                                                                                                                  

Autor: António Manuel Ribeiro

Entre a falta de sol, e o conflito da mudança de hora.                                              02/11/2008

Uma sociedade moderna na aparência, de fachada exposta, apenas loucura?

Um bebé nasce e, mesmo sem saber, já o tornaram sócio de um grande clube português. Que gente é esta? Que pais modernos serão estes? Será gente oca? Vazia?   

Uma hipocrisia socialmente aceite neste mudar de tempos.

Não seria considerado um acto heróico, com um significado que não entra nas sondagens, mas sim no nosso interior, tornar esse ser que veio ao mundo à tão poucos dias, sócio de uma instituição de solidariedade nacional? O pequeno contributo que dará no final de cada mês, ao fim de algum tempo e, juntamente com outros associados, irá contribuir para que aquele deficiente que se encontra numa cama à 30 anos, tenha finalmente uma cadeira de rodas. Isto tem significado, marca-nos, enche-nos o peito, sem dó nem piedade.

A lei de uma pergunta, todos os dias…                                                                   02/11/2008

Ao ligar a televisão na hora do telejornal, isto à bem poucos dias, todos nós víamos que, uma grande preocupação que se instalou na assembleia da república, era o alterar da lei que proíbe o casamento de pessoas do mesmo sexo. Pergunto: num país com tanta coisa por resolver e, a sofrer com esta crise mundial, será essa uma questão assim tão urgente?

Sinceramente, acho que este país não está preparado para esta mudança. Antes de tudo isto, há uma questão de mentalidades que tem de mudar neste cantinho da Europa.

Uma aventura que dura à 13 anos                                                                            11/10/2008

                                                                                                                                                                                                                               Há 13 anos atrás fundei aquela, que é hoje em dia, a única venda postal dedicada quase a 100% ao coleccionismo dos discos em vinil: Noite dentro a Catedral do vinil, assim lhe chamei. Tudo começou pelo meu gosto não só pela música, mas também pelo coleccionismo de discos em vinil. No início, a lista era feita à maquina, depois ao computador e, em Fevereiro deste ano, o bloog: http://noitedentrocatedralvinil.blogspot.com/

E, se no início desta aventura eram tiradas milhares de fotocópias, para enviar a lista pelo correio, hoje em dia tudo é mais simples e mais apelativo. Posso dizer-vos que, no final dos anos 90, a lista já era enviada para mais de 300 pessoas em Portugal que, todos os meses, recebiam a lista actualizada pelo correio.

A divulgação era feita por panfletos que eu deixava por onde passava, bares, lojas etc…Um bom meio de divulgação, na altura, era o jornal Blitz. Com a chegada da internet, tudo isto se perdeu, a facilidade com que se divulga hoje em dia qualquer coisa, chega a ser assustadora. Os caminhos da divulgação são hoje muito fáceis. É evidente, que isto também tem o seu contra, cansamo-nos mais facilmente, tal é a oferta agressiva. Quantas vezes apagamos as mensagens de publicidade que nos deixam na caixa de e-mail sem sequer as lermos?

13 anos de compras, de trocas, de feiras, lojas visitadas, kms e mais kms… as mãos com pó, o cheiro típico do disco em vinil. Anónimos que me telefonam para eu me deslocar às suas casas para ver se fazemos negócio: "-Sabe, tenho uma colecção de discos em vinil que comecei na adolescência, mas hoje já não tenho gira discos!" Tantas vezes já ouvi isto!

Destaco um sítio onde arranjei milhares de discos em vinil: a feira da Vandoma, às Fontainhas. Hoje em dia, ainda é um local por mim marcado, um espaço que é uma visita obrigatória na cidade Invicta. Muitas vezes e, com o rio Douro ali em baixo, vi o dia a nascer por entre as pontes. Sábados de manhã em busca dessa rodela mágica. É por lá, que me esperam os velhos amigos do costume: vendedores, bêbados, ressacados…

13 anos de venda postal.

3ª Fotografia                                                                                                           04/10/2008

Numa aldeia portuguesa, a professora pergunta às criancinhas: Onde é que vivem as crianças mais felizes do mundo?
E todas respondem em coro: Em Portugal!
E onde é que as crianças tem todos os brinquedos que quiserem e todos computadores que lhes apetecer?
E todas respondem em coro: Em Portugal!
E onde é que as crianças crescem saudáveis, alegres e seguras em relação ao futuro?, continua a perguntar a professora. E todas respondem em coro: Em Portugal!

... de repente ouve-se uma menina a chorar.
Porque estás a chorar, Guidinha?, pergunta a professora.
E ela com a voz embargada pelas lágrimas e pelos soluços: Quero ir para "Portugal"!!!

Mais uma fotografia deste país.                                                                                                                                         23/09/2008

A justiça que temos em Portugal!!!!

- Processo Casa Pia: nada
- Processo Apito Dourado: nada
- Assassinatos de seguranças na noite: nada
- Caso Maddie: nada (com direito a humilhação no estrangeiro...)
- Caso Freeport: nada
- Caso dos sobreiros PP: nada
- Caso BCP: nada
- Caso Vale e Azevedo: nada
- Operação Furacão: nada

Mas soube-se que um jovem foi preso porque fez um download de uma música…
Primeiro português a ser condenado por pirataria musical na internet…

O rapaz poderá passar 60 a 90 dias atrás das grades, por ter feito download e partilhado música ilegalmente!

Estou como diz o “naufrago” da Sic: “deixem-me voltar para a ilha”!!!

Recebi este recado no turbilhão que são os e-mails recebidos neste mundo virtual. E pasmei a ler! não por saber desta realidade ou pasmaceira, nem por concordar com a pirataria a qual e como coleccionador de musica sou totalmente contra, mas antes pela exposição das coisas às vezes tão camufladas. E nós vemos, sentimos, perdemos as forças, encaixamo-nos. seremos apenas testemunhas?

Há coisas que nos tocam… leves toques que nos empurram vertiginosamente para o buraco aberto ali à frente.         Este texto, é mais uma fotografia deste país!

Arte ou sofrimento?                                                                                                 21/08/2008

                                                                Desde muito novo que me habituei a respeitar as tradições, os costumes da gente deste país. Em cada terra fazem a festa, há um santo popular lembrado e festejado na festa anual, há procissão, os arcos, os emigrantes, o concerto de um artista popular. É assim a festa, a tradição, os costumes. Que nunca desapareça esta coisa tão nossa a que chamamos tradição.

Mas sinceramente a arte (mas que arte?) ou tradição tauromáquica vulgarmente chamada de tourada, essa mesma que percorre gerações, é algo que me custa a aceitar. Custa-me ver pessoas a divertirem-se à custa do sofrimento de um animal, a aplaudirem… Custa-me ver estações de rádios, estações de televisão etc… essas mesmas que não passam certas e determinadas musicas porque são ofensivas, e que se dizem tão cristãos (ou cretinos?), a organizar touradas. Será que alguém que se diz tão cristão já se deu ao trabalho de saber mais sobre a vida daquele homem que nasceu no ano 1181 e dá pelo nome de Francisco de Assis? Este homem um dia disse:

"Não te envergonhes se, às vezes, os animais estejam mais próximos de ti do que as pessoas. Eles também são teus irmãos."

O toureiro em plena arena recebe palmas e elogios vindos da bancada, e na mesma arena, o animal sangra. Flores e beijos que se atiram, um brilho no olhar de quem assiste, um sorriso contagiante pelo feito daquele homem na arena.

Sinceramente, acho a tourada um costume bárbaro, um espectáculo de sangue em que a arte se funde com a violência e a tortura é uma demonstração de cultura.

Eu não consigo divertir-me ao ver, ao sentir o sofrimento de um animal.

Confesso, que me sinto aliviado quando vejo o toureiro a ser pegado pelo animal. Na frente dos cornos, anda um homem de rastos, as palmas, que ainda há pouco se ouviram, deram lugar a um silêncio gritante vindo da bancada, breve momento de fúria interna, naturalmente. Seria justo bater-mos palmas ao outro lado do espectáculo que agora começou?

E assim, o sangue do homem junta-se ao sangue do touro, no piso de uma arena qualquer.

Preocupa-me o estado actual deste país.                                                                           06/07/2008

E quando tento ver as coisas, mas que coisas? Pelo lado melhor, descubro que afinal à muito que já não vejo, se calhar prefiro nem ver. Pela visão ou falta dela, todos os dias chegam até a mim novas fotos deste país, mais dois amigos que emigraram, aos poucos os amigos vão embora e levam outros amigos, outras famílias…Tantas vezes faço a mim mesmo a mesma pergunta. Que país é este?                   

Preocupa-me o estado actual deste país, preocupa-me as pessoas, o aumento da criminalidade, a insegurança, o aumento abusivo e insustentável dos combustíveis, o desemprego e tantas outras coisas sobre a indiferença dos nossos governantes.  

No sábado passado recebi a visita de um amigo em minha casa, o calor era tórrido, só aliviado pela agua do tanque principal da minha casa e, sentados na sua borda, a conversa foi-se desenrolando entre cigarros acesos e tão depressa apagados. Guardei umas breves palavras dessa conversa, “Hoje em dia, vivo um dia de cada vez, sem projectos de futuro”. Uma simples frase mostrando a realidade deste país.

 

Em Outubro.

12/03/2008

 

Está definitivamente marcado para Outubro o lançamento de "Depois das palavras"

5 livro de poesia e fotografia de Carlos Costa. Mais pormenores em breve.

 

Aos amantes da fotografia.

08/11/2007

 

Carlos Costa repete a iniciativa do ano passado ao convidar todos os apaixonados pela fotografia a participarem no seu novo livro a ser editado em 2008.

Para tal, todos os interessados devem enviar até ao final do mês de Março de 2008, um cd com fotografias da sua autoria. Todas as fotografias devem ser registadas com a máquina na vertical para um melhor enquadramento nas páginas do livro. Todas as fotografias devem vincar pormenores.

Se alguma fotografia for seleccionada para fazer parte da obra, o nome do autor também lá constará. Aquando da edição, todos os participantes irão receber um exemplar autografado pelo autor. O critério de selecção das fotografias fica a cargo do autor.

Todas as fotografias irão ser publicadas a preto e branco.

 

Depois das palavras
12/10/2007


É este o título definitivo do próximo livro de Carlos Costa a ser editado em 2008. Poesia e fotografia numa só pose. Ainda por definir está o mês de lançamento.

Livraria Poetria
19/08/2007       

                                                                                                                                                                    Integrado no ciclo de poesia urbana, a livraria Poetria no Porto, leva a cabo sessões de poesia na última 6ª feira de cada mês. Têm sido revisitados os livros “Beijando a lua acordo a madrugada” de Maio 2005 e a “A fronteira do silêncio” de Fev. 2006

Artes em partes (um espaço de porta aberta)                                                                                          10/07/2007                                                                                                  

                                                                                                                                                            Um edifício onde a cada recanto reina o lado mais alternativo de todas as questões por nós colocadas. O nome Artes em partes assenta-lhe bem, artes divididas em cada andar que visitamos, em cada degrau que pisamos... desde uma casa de chá, discos, roupa... indo ao encontro sempre da diferença.
Conheço o edifício desde a sua inauguração, mas só agora as palavras caíram sobre o papel. Artes em partes é dos espaços mais curiosos que alguma vez visitei e visito regularmente, situado na rua Miguel Bombarda, é uma referência incontornável e um ponto de paragem obrigatória na cidade do Porto.